Jogos e Brincadeiras.
Arte e o desenvolvimento das emoções
“É através
da vida cultural e das artes, que as crianças e suas comunidades expressam sua
identidade específica, o sentido que elas dão às suas vidas e constroem a sua
visão de mundo, representando o seu encontro com as forças externa s que afetam
as suas vidas. A cultura derivada comunidade como um todo: a nenhuma criança
deveria ser negado o acesso tanto à sua criação quanto ao seu benefício. (CG,
página 6, parágrafo 14 f)”.
Ao
utilizar materiais com diversas texturas, cores e formas como meios de
expressar sua criatividade, a criança desenvolve o seu senso estético e a noção
de belo. Essas noções contribuirão para que elas ampliem, além de suas
habilidades manuais, a capacidade de cuidado com si próprio e o respeito ao
outro.
É
preciso estimular sua expressão artística por diversos meios, como um texto,
música e o próprio entorno, oferecendo materiais que viabilizem a construção de
objetos, a expressão de ideias, sentimentos, enfim, qualquer ação que traduza a
experiência criativa da criança. O teatro propicia sensibilização para o
aprendizado lúdico e para a espontaneidade, ou seja, para a liberdade de criar,
de descobrir e o autoconhecimento.
Outra
área de expressão e comunicação das crianças é a de contar e ouvir histórias. Contribuem
para inserir a criança em sua própria cultura, além de conhecer outras tantas, para
o contato com valores essenciais, a construção de sua identidade e autoestima.
O
estímulo pela existência de espaços aonde o livro e o brinquedo coexistem de
forma harmoniosa ajuda a ampliar a leitura de mundo realizada pelas crianças. Essa
associação entre livros, brinquedos e cenários, obtida por meio da interação
entre várias linguagens - oral, escrita, musical e cênica, permite que as
crianças vivenciem a história contida no livro brincando e, muitas vezes,
recriando-a de forma lúdica. É fazendo do livro também um brinquedo que se
torna possível desenvolver um comportamento leitor por meio da associação do
ler com o brincar, estimulando essas crianças a construir sua própria cultura
como cidadãos de direito.
Espaços
para brincar e aprender são aqueles que oferecem oportunidades e atividades
lúdicas em um ambiente saudável e amoroso para as crianças interagirem com
adultos e outras crianças, desenvolvendo um relacionamento de confiança com
eles
Um
bom espaço na comunidade é aquele que oferece: refúgio, forma do espaço
externo, recursos, variedade, inovação, acessibilidade, dinâmica e
plasticidade. É fundamental o contato com a natureza.
A brinquedoteca aparece como um espaço importante para o
desenvolvimento infantil, pois ela é um dos espaços dedicados à brincadeira
livre como tantos outros, porém, é um lugar com muitas especificidades, que
podem variar de acordo com o ambiente em que está inserida: escolas, clubes ou
hospitais.
Ao falarmos em diversidade, merecem especial atenção: as meninas,
crianças em situação de pobreza, vítimas de desastres naturais ou violência,
crianças institucionalizadas, crianças indígenas e crianças com deficiência. É
imprescindível que os adultos, principalmente as famílias, entendam a
importância do brincar e de propiciar espaços de convivência e aprendizado
inclusivos, ou seja, aqueles espaços onde crianças com e sem deficiência possam
brincar e interagir. Estes incluem a escola e os espaços informais onde se
formam as amizades.
No Brasil, a criança é sujeitada de direitos desde o seu nascimento (Artigo 227- Constituição Federal). Por essa razão, as políticas públicas voltadas a ela devem colocar ênfase no brincar, recreação, cultura e artes, para que convivam livremente com seus pares, em diferentes ambientes. Para tal, os profissionais, responsáveis pelo desenvolvimento dos programas, precisam ser adequadamente capacitados para lhes dar suporte. No sentido de atender às recomendações de proteger e cumprir com o Artigo 31, as diferentes esferas de governo (legislativo, executivo e judiciário) precisam focar na regulamentação da legislação que assegure os direitos da criança, em relação a inúmeras atividades desenvolvidas por diferentes setores, que podem ser impeditivas para o pleno cumprimento do que determina o Artigo 31.
Referência: Artigo 31 da Convenção dos Direitos da Criança: O desenvolvimento infantil e o direito de brincar- São Paulo, abril de 2013

Excelente, Jeniffer. Preciso que coloque a referência.
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